SARA (1)
Música Amor

PLAYLIST ON #03 AMAR

Amar é mergulhar. Pular de cabeça, de olhos fechados, com a intenção de se chegar ao mais profundo que se possa alcançar. É desligar-se todos os sentidos, carregar todos os sentimentos. É se molhar da ponta dos pés até o último fio de cabelo e sentir a água dominar seu corpo. Sentir o frio, o conforto, a revolta e a calma dos ventos após uma  tempestade. É estar por inteiro e não se sentir inteiro sozinho. Ou permanecer na superfície e se achar completo na profundidade. É essa coisa de estar no fundo e de repente ser puxado para o alto e então poder respirar, mesmo com os olhos cansados do sal. É não pensar nas leis da física ou química. É sentir o coração bater mais rápido. Mas é, principalmente, saber que amar é se entregar, sem esperar. E que até o mar sozinho não é amar…

Seja lá qual seja seu amor, que seja como um encontro com o mar e ao som de uma canção de amor.

Espero ter ajudado, aqui é tudo com/por <3

Damilly Mourão

Olá, meu nome é Dami(lly), tenho 22 anos e estudo psicologia. Tenho como inspiração o contato com a natureza, com os animais e as pessoas que me cercam. Fotografia é minha maior paixão e busco através do cinema, da música e da literatura minha fonte de arte e criação.

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Textos

Sereia em SP

Sinto exatamente como se eu fosse de outro planeta, oceano. Hoje, cá estou, compartilhando o meu trajeto na cidade cinza. Sempre gostei do colorido, do céu e mar juntos em vários tons de azul. Mas algo em SP me fascinava. Não sei se era o fato de ser uma em uma infinidade de lugares diversos, pessoas e suas diversas falas e vivências. Sempre quis estar, viver, plantar e fazer raiz. Quase cinco anos se passaram de idas e vindas. Desistências e persistências. Sempre me disseram que essa decisão, não teria volta. Mas fui e voltei mesmo assim. Me acharam fraca por voltar, me acharam forte por tentar de novo. Sempre acharam tanto, mas nada sabiam. Nem eu sabia. Até hoje, não sei.

O que faz, uma sereia sem mar? Sem colo familiar? Eu fiz. Tive que criar pernas e caminhar no desconhecido, esbarrar desconhecidos, me conhecer por dentro. Me desenhar por fora. Houveram dias tão difíceis, tão sombrios. Choveu, houve tempestade, houve tanta solidão. O que nunca foi um problema, mas estar realmente só, comigo mesma, foi assustador e louco. Eu quis estar ali, também quis fugir em tantas noites escuras. Quis abraçar o mundo, mas também queria tanto ser abraçada.

Na minha terra, havia calor, havia abraço gratuito, havia tanto afeto. Eu era afeto. Sempre fui colo pra tanto coração, sempre tive tanto amor pra compartilhar. Tudo era leve, mesmo tendo tanta cicatriz. SP me ensinou a me abraçar. Ver e saber que basta eu, apenas eu para que tudo faça sentido. O afeto vem de dentro pra fora. SP costuma ser meio vazio, por mais que transborde pessoas com suas histórias e seus quadrados fechados. Tanto para se falar, nada para se ouvir. Tanto para se querer, pouco para se oferecer.

Mas ei, existem uns corações perdidos, como o meu. Existe apego por profundezas. Tantas pessoas profundas, tanto silêncio para ser desvendado. Sempre há beleza, né? No claro e no escuro. A gente só precisa enxergar. Dentro de si. Fora de si. E mesmo depois de todos os destroços, bagunça, caminhos traçados, eu ainda tenho trilhões de camadas para descascar, desabrochar. Talvez eu ainda não saiba dizer quem sou ou para quê vim ao mundo. Talvez eu nunca saiba. Sei bem ler os outros, mas nem tanto me ler. Se tu souber, me avisa.

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

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Decoração

Inspiração: Decoração de quarto infantil

Só eu sou a louca do interior design? Aposto que não. Mas só eu sou a louca dos quartos de bebês? Existe decoração mais linda? Não né? Ou só eu não cresci? Hahah. Desde as cores, decoração, ar de leveza e doçura, eu me apaixono por todos os detalhes. E pensando nisso, resolvi selecionar uns que salvei no Pinterest para compartilhar com vocês, alguns detalhes que podem sim, serem acrescentados nos nossos espacinhos. Porque não adianta, amo demais o estilo minimalista etc, mas também adoro incrementar com algum item beeeeem fofíneo.

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01: Quem não gosta de se balançar? Seja no parque, no quintal da vó ou aonde for. E se for no quarto? Sem precisar sair de casa?

02: Eu amei todos os detalhes desse quarto. Mas principalmente a tenda na cama. Dar um ar de aconchego, né? E quem disse que é só pra quarto infantil?

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03: Eu definitivamente sou apaixonada por luzes e luminárias. Aqui em casa tem mais luminária do que lugar pra sentar, haha. Mas reparem só nessa com galhos e plantinhas. PRECISO!

04: Amo a ideia de cabeça de bichinhos de pelúcia, assim como amo todas as cores desse quartinho. E essas divisórias embutidas? Útil e lindo ao mesmo tempo <3

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05: Sempre quis ter uma arara. Agora mais ainda, depois de ver essa em formato de casinha. Já tô providenciando aqui.

06: Pendurador de cacto pra dar um charme pra parede e ainda servir de cabideiro. Aposto que deve ser fácil de fazer. E ainda podemos tentar em outros formatos. Genial, né?

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07: Olha, independente da utilidade, eu iria querer essa lua na minha casa à qualquer custo. Que coisa mais linda a a a! Mas ei, também seria legal colocar uns livros.

08: Encontrei várias referências com esse estilo de casinha com cama. Se eu colocasse todas aqui, teriam infinitas. Mas uma só já demonstra a lindeza do espaço. E eu super usaria como lugar de estudo, leitura etc.

Se você quiser ver mais coisas nesse estilo, ou só ver as coisinhas que eu costumo pinar, me segue no pinterest? <link>

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

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Textos

Todos nós saímos do útero de uma mulher

Todos nós saímos do útero de uma mulher. Passamos por processos de crescimento. Descobrimos nossos sentidos primitivos. Despertamos nossas batidas do coração. Criamos vínculo afetivo. Crescemos nossos olhos, bocas, órgãos e pelos. Trocamos fluidos nutritivos. Dividimos nossas dores. Encontramos naquele conjunto de órgãos ao redor de nossa pequenez fetal o mais grandioso sentido do amor. Amor esse acolhido por um único organismo. Criado por um único ser. Sentido por um único gênero. Tudo em um só corpo e espírito. Nele se fizeram todos os maiores e importantes homens da humanidade. Constituíram-se dentro de um órgão unicamente feminino todas as maiores dádivas e desprazeres humanos, de todas as formas, tamanhos, culturas, princípios e vivências. E foi nesse ventre. No ventre de mulheres, mães, avós, irmãs e amigas que se constituiu a dualidade da mais profunda subjetividade de toda espécie. As mais variadas formas, cores, sabores e dores. Nesse mesmo ventre que suportou por nove meses o bem e o mal dentro de si. O rico e o pobre. O feio e o bonito. O poderoso e o indigno. O doente e o denominado normal. Todos partindo de uma mesma fonte criadora: a mulher. Mulher essa que, mesmo sendo fonte de vida e amor, foi castrada de um ser que se diz opositor do gênero do criador, de possuir direito dos mesmos pelos quais pariu e findou. Pela ganância dos quais consigo carregou. Pela ignorância e violência de quem bebeu dessa fonte e se lambuzou. Impedidas até mesmo do direito de serem e escolherem o que querem de si, por quem não sabe nem o que é e desonrou. Capada por ideologias e alienação de quem diz que não briga como mulher. Condenada por ser simplesmente quem é. Pois é, mulher… Saiba que o mesmo homem que de ti sai, é o mesmo que em ti não mais reside. Então, insiste. Pois a vida só em ti e por ti: nasce e persiste.

Resultado de imagem para power women tumblrFeliz dia das mulheres!

Damilly Mourão

Olá, meu nome é Dami(lly), tenho 22 anos e estudo psicologia. Tenho como inspiração o contato com a natureza, com os animais e as pessoas que me cercam. Fotografia é minha maior paixão e busco através do cinema, da música e da literatura minha fonte de arte e criação.