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Música

PLAYLIST ON #04

Olá, pessoinha! Como está? Já faz um tempinho, né? Pra variar, muita coisa aconteceu por aqui. Aposto que por aí também. A vida passa voando e veja só onde estamos: Dezembro chegou! Como foi seu ano? Como os dias se passaram? Tirou algum tempinho no meio disso tudo para se cuidar? Olhar pra dentro de si e andar contra a corrente louca? Nesse comecinho de mês e finzinho de ano, óbvio que eu precisava fazer uma playlist. Para nos fazer pensar em tudo que passou, no que foi feito e no que fomos para nós e para os outros em 2017. Você foi quem você queria ser? Sente gratidão pelo que viveu? Não vamos pensar no que podia ser feito. E sim, nas coisas que nos fizeram florescer. Ou crescer. Todo aprendizado é válido, né? E ei! Ainda temos trinta e um dias pela frente.  Vamo finalizar esse ano bem? Vamo! <3 Bom sonzinho pra nós!

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

SARA (1)
Música Amor

PLAYLIST ON #03 AMAR

Amar é mergulhar. Pular de cabeça, de olhos fechados, com a intenção de se chegar ao mais profundo que se possa alcançar. É desligar-se todos os sentidos, carregar todos os sentimentos. É se molhar da ponta dos pés até o último fio de cabelo e sentir a água dominar seu corpo. Sentir o frio, o conforto, a revolta e a calma dos ventos após uma  tempestade. É estar por inteiro e não se sentir inteiro sozinho. Ou permanecer na superfície e se achar completo na profundidade. É essa coisa de estar no fundo e de repente ser puxado para o alto e então poder respirar, mesmo com os olhos cansados do sal. É não pensar nas leis da física ou química. É sentir o coração bater mais rápido. Mas é, principalmente, saber que amar é se entregar, sem esperar. E que até o mar sozinho não é amar…

Seja lá qual seja seu amor, que seja como um encontro com o mar e ao som de uma canção de amor.

Espero ter ajudado, aqui é tudo com/por <3

Damilly Mourão

Olá, meu nome é Dami(lly), tenho 22 anos e estudo psicologia. Tenho como inspiração o contato com a natureza, com os animais e as pessoas que me cercam. Fotografia é minha maior paixão e busco através do cinema, da música e da literatura minha fonte de arte e criação.

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Música

Playlist On #02

Hey pessoinhas, como estão? As coisas andaram meio bagunçadas por aqui e acabei me ausentando. Todos temos dias meio embaçados, né? E parece que começo de ano eu sempre tenho que acabar organizando umas coisas que ficaram fora do lugar ou no meio do caminho. E uma coisa que sempre me ajuda em todos os quesitos, é: música. Nossa primeira playlist com músicas lentinhas. Para ajudar na arrumação de cada um aí, interior e exterior. Já estamos no meio do mês, mas ei, nunca é tarde, viu? Um pouco de calmaria, cai bem.

Por mais que, ultimamente eu tenha me permitido ouvir outras músicas, vibes totalmente diferentes do que ouvia, esse sempre será meu estilo preferido. Se é que tem como definir como estilo. É só ter uma batida suave, uma voz acolhedora, um violão e uma melodia gostosa que já me ganha. Espero ter ajudado vocês à relaxarem um pouco por aí. Mais um comecinho de semana lindo e florido para nós. <3

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

Torquato-Neto-2
Arte Música

Cajuína Nordestina

Todos nós conhecemos Caetano Veloso, o baiano, o tropicalista, o irmão de Bethânia, o filho de Dona Canô, o Cae. O que a gente, às vezes, desconhece é a raiz de suas letras, o que tem por trás das melodias. Esse post vem pra explicar o porquê de Caetano ter escrito “Cajuína”.

Em 1979, Caetano lançou o disco “Cinema Transcendental”. “Elegia”, “Vampiro” e “Cajuína” são as minhas músicas favoritas desse disco. Quem me apresentou “Cajuína” foi uma amiga, como quem diz: “toma aqui esse presente que fiz pensando em ti”. Foi essa mesma amiga que me apresentou “Branquinha”, também de Caetano, que daria outro texto como esse. Me derreto toda quando escuto essa música, tomada pelas lembranças e pela magistral maestria de Caetano em transformar tanta dor em poesia, arte e música.

“Cajuína” guarda nas suas entrelinhas a história de Torquato Neto, o Anjo Torto da Tropicália. Um poeta sensível e inconformado, foi também letrista, como jornalista escreveu nos jornais Correio da Manhã, Presença, Jornal da Tarde, Veja e no jornal revolucionário chamado Sol.  Nordestino, nascido em Teresina, no ano de 1944. Contar a história de Torquato é contar a história da Tropicália, uma vez que, ele foi um dos principais letristas do movimento.

“Cajuína” é cheia de significados e signos. Torquato Neto cometeu suicídio em 10 de novembro 1972, abrindo o gás e trancando as janelas. Havia completado 28 anos no dia anterior. Deixou para trás uma esposa e um filho pequeno. Ironicamente o último poema escrito por ele se chama “Fico”.

Caetano ao passar por Teresina para um show, a primeira vez que retornava à cidade onde havia nascido Torquato Neto, seu grande amigo. Procurou Tio Heli, pai de Torquato. Já se conheciam do tempo em que Tio Heli ia a Salvador ver Torquato, que estudava na mesma escola de Caetano. Levou Caetano pra casa, serviu-lhe uma cajuína, e procurou consolá-lo, pois Caetano chorava muito, convulsivamente. Em determinado instante, Tio Heli saiu da sala e foi ao jardim, onde colheu uma rosa-menina, que deu a Caetano. Ali mesmo os versos de Cajuína começaram a surgir, entre antigas fotos do menino Torquato, penduradas pelas paredes. A sutileza da vida tá nas pequenas coisas, não é? Até nos quadros e fotos pendurados nas paredes de nossas casas. 

Cajuína – Caetano Veloso

Existirmos: a que será que se destina?

Pois quando tu me deste a rosa pequenina

Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina

Do menino infeliz não se nos ilumina

Tampouco turva-se a lágrima nordestina

Apenas a matéria vida era tão fina

E éramos olharmo-nos intacta retina

A cajuína cristalina em Teresina

No fim de 2016, pouco antes do Natal, recebi atônica a notícia de que uma amiga de infância havia cometido suicídio. Bem pouco antes do Natal, essa notícia devastou meus dias, apesar do pouco contato e de não vê-la há um bom tempo. É confirmado por pesquisas e teorias que no fim do ano os desejos suicidas aumentam, mas ninguém espera que isso realmente aconteça. Que um ente querido decida partir, que resolva deixar de existir para se livrar de uma dor maior. 

Essa música me veio à cabeça alguns dias depois e desde então escuto dia sim, outro não. Sempre pensando: Existimos, e qual é nosso destino? Em um contexto bem diferente, a vontade de continuar por aqui por um bom tempo só aumentou. Mas é difícil não se questionar, não remexer antigos demônios internos, não ficar triste e desolado com a efemeridade da vida, sobretudo quando envolve alguém tão jovem. Pequenos somos diante de tanto sofrimento, mas também diante de tanto amor que somos capazes de receber e amar. Não nos deixemos esquecer disso: Dar e receber amor, todos os dias de nossas vidas, nos bons dias e mais ainda nos dias ruins. 2016 deixou marcar profundas em mim, marcou-me como nenhum outro ano. E foi-se. 

Cintia Martins

Aprendiz de Jornalista com os dois pés na Antropologia. Apaixonada por cada pedacinho de cultura e de riqueza desse nosso país tão lindo. Pensei em fazer Química, mas percebi que o meu lugar é observando as pessoas, e eu observo, herança desse meu signo de terra. Sou terra a terra, pé no chão. Escrever me faz voar, então, escrevo!