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Arte Cinema Amor

Para assistir e viajar: Copenhagen

Se tem uma coisa que eu A-M-O é assistir um filme e poder viajar nele. Estar presente em cada cena, cenário, diálogo e silêncio. Fazer parte do filme só por senti-lo de verdade. E foi o que aconteceu com o filme Copenhagen.

Comecei a assistir sem expectativa nenhuma. Nem curti muito a sinopse e fui preparada para um filme qualquer. Mas sim, me enganei. De início, não gostei do protagonista Willian (Gethin Anthony), por ser clichê até demais. O típico carinha pegador, idiota e solitário. Que conhece Effy (Frederikke Dahl), uma menina de 14 anos que consegue ser tão profunda e serena ao mesmo tempo. Uma adolescente capaz de dar uma revira-volta dentro do interior de Will. O fazendo ver o mundo a sua volta, as possibilidades de se permitir e conhecer outros interiores.

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A história se passa na capital da Dinamarca, Copenhagen. Com uma fotografia de tirar o fôlego, explorando lugares turisticos e cenários encantadores. Uma trilha sorona deliciosa de se ouvir (está disponível no spotify) e assuntos interessantes a serem abordados. Will, de Nova Yorque, deseja encontrar seu avô e entregar uma antiga carta do pai. Em busca de respostas, mal sabia ele que no caminho, iria se encontrar como pessoa. Uma viagem de alto-conhecimento e desconstrução de ideais. Os dois, com diferenças de idade, de vida, histórias e gostos, aprendem um com o outro e descobrem limites reais. Talvez não se trate de um romance mimimi, mas sim de se permitir mudar e aprender. De respeitar e ceder. A relação dos dois me faz sentir uma leveza absurda. Cada um com sua bagagem emocional, trilhando seu próprio caminho e guardando no peito o que cada um significa para o outro.

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Minha opinião sobre o filme + spoiler alerrrrt

Não é exatamente meu tipo de história preferida, foge de muitas coisas que concordo e o personagem principal me dá uma agonia danada, porém, me permiti enxergar com outros olhos e ver de outro ângulo. Acho que na vida inteira, conhecemos pessoas incríveis que nos fazem ver o mundo de uma forma diferente. E muitas dessas pessoas, são passageiras. Não precisam ser eternas pra que deixem marcas e que nos façam crescer e mudar. E acho que foi isso que representou os dois. Mundos diferentes, opiniões diferentes, mas aprenderam sobre respeito e amor. Porque todos nós somos diferentes, né? Mas ainda somos humanos. E estamos nessa vida para amar e respeitar, não é mesmo?

Assistam e me digam o que acharam, ele está disponível na netflix. E ah, ouvi falar que vai ter continuação, hein? <3

 

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

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Oláris! Vos trago aqui os meus cantos virtuais. Sites que pra mim, têm um valor simbólico e sentimental. Muitos, alguns conhecem, outros ainda são meio raros. São relacionados a música, filmes, textinhos mimimis, decoração e redes sociais interessantes. Farei uma explicação rápida de cada um e direi como os uso no dia a dia. Espero que também seja proveitoso para vocês, de alguma forma.

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Ello

Ello é uma rede social lindinha criada pra ser simples e inspirar. Lá você pode seguir pessoas e favoritar as que mais gosta, como no twitter. Pra quem gosta de design, fotografia e arte no geral, lá é o lugar pra encontrar muita gente talentosa e muitos posts inspiradores. Vários artistas usam essa rede social para divulgarem seus trabalhos. Como diz o slogan: discover inspiring people and beautiful things you won’t find anywhere else. Então venham me amar no Ello e vamos encher aquele lugarzinho de amor. Meu perfil <3

 

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Filmow

Um dos meus amores mais antigos e verdadeiros, haha. Uma rede social sobre umas das melhores coisas da vida: filmes e séries. Não lembro exatamente como eu a encontrei, mas desde então, é onde guardo tudo que assisto. Lá você pode marcar todos os filmes e séries que você já assistiu, favoritar, debater, avaliar, criar listas temáticas e, claro, conhecer gente nova. Cada filme/série/documentário, tem sua própria página onde você pode encontrar fotos, trailers, sinopses, notas e a opinião de outras pessoas. Eu particularmente acho muito útil para descobrir filmes novos e para saber se aquele filme do Netflix vale a pena. Se quiserem conhecer mais sobre mim e meus filmes favoritos é só dar uma passadinha lá no meu perfil.

 

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B-authentique
Esse é um achado muito precioso e que creio não ser mais segredo pra ninguém. B-authentique é uma revista online sobre fotografia feminina com trabalhos de fotógrafos e modelos do mundo inteiro, inclusive de brasileiros, que têm aparecido cada vez mais por lá. Além das fotos, a revista também contém entrevistas bem interessantes. Cheia de ótimas referências para quem fotografa, é incrível ver o toque e estilo de cada fotógrafo, cada lugar e cada modelo. Existem fotos de todos os tipos categorias: nude, bed, old school, tattoo e etc. Eu, que amo demais fotografia feminina, passo horas e horas babando e desejando um dia chegar perto de fotografar nesse nível. Então se você fotografa também, que tal mandar suas fotos, hein? Tô me preparando e me organizando para, um dia, mandar as minhas hahaha.

 

8tracks
8tracks
Uma das coisas mais sensacionais que já fizeram! Se eu pudesse ter criado um site de utilidade pública, seria SEM DÚVIDAS, o 8tracks. A solução para todos os problemas da vida: música. Quando você está triste, feliz, cansado, estressado, querendo viajar, apaixonado, seja o que for, lá sempre tem uma playlist pra você. É só digitar na busca como você está se sentindo e aparecerão infinitas playlists felizes, tristinhas e etc para melhorar o seu dia ou para você ficar remoendo esse mimimi (eu amo hahaha). Você também pode criar sua própria playlist, favoritar e seguir outras pessoas e suas playlists para ouvir quantas vezes quiser. Ainda é uma ótima fonte para descobrir música boa e desconhecida. Lá que eu conheci algumas das minhas bandas favoritas e que hospedo as playlists aqui do blog. Melhor coisa, sim ou claro? 8tracks detalhesedefeitos

 

tumblr
Tumblr

Meu lugar preferido no mundo. Onde morei por anos e anos e onde conto minha história interior mais do que em qualquer outro lugar. O tumblr todo mundo já conhece, né? Mas não podia não falar dele já que trás tanto de mim. Mas pra quem não conhece, é uma rede social estilo blog que você também pode seguir pessoas e ver suas postagens. Tem muita foto linda, textos lindos e pessoas cheias de amor. Tenho o meu desde 2010 e é amor eterno! Armazeno algumas fotografias que gosto muito e também textos meus bem chorosos, da época que eu era a melancolia em pessoa haha. Mas não tenho vergonha, faz parte de quem sou. Então quem quiser dar uma espiadinha no meu <3

 

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Airbnb

O ultimo mas não menos importante. Também bem conhecido, o Airbnb já me proporcionou momentos lindos. É um site de aluguel de casas no mundo inteiro. Lá tem lugares incríveis e totalmente diferentes de hotéis, desde casas que foram cenários de filmes e séries, até casas mais baratas, mas que ainda têm seu charme, e mansões maravilhosas. O que o seu bolso preferir. Além de tudo isso, sou apaixonada pelo design do site e também pelas casas em si. Amo escolher um lugar qualquer do mundo e ficar vendo as casas e suas decorações. Ver como tem tanta coisa linda e bem feita, tanto lugar mágico e diferente. Quando fui pra Buenos Aires, fiquei num loft que era a coisa mais linda do mundo, era exatamente como nas fotos. Eu e meu namorado passamos uma semana e valeu a pena demais, mais que recomendado. Então pra mim, o site tem duas utilidades: usar como inspiração pra decoração da minha casinha ou se hospedar em algum lugar fantástico do mundo.

Enfim é isso. Mostrei meu mundinho pra vocês e adoraria muito conhecer o que vocês amam. Amo sites desconhecidos e interessantes. Vamos trocar figurinhas?

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

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Arte Cinema Amor

Medianeras: Um caso de amor argentino

Medianeiras (Buenos Aires da Era do Amor digital) é uma obra que conta a história de dois moradores de Buenos Aires sob uma perspectiva diferente. Martin e Mariana vivem uma história de amor ‘’ás cegas’’. Com bastante toque de realidade, romance, drama e reflexão, os personagens vivem suas vidas pessimistas na sombra de seus medos e fobias sociais. Mas, tenha calma, apesar de parecer uma história confusa e com personalidades tão problemáticas, garanto que não irá decepcionar!

O nome do filme, que está em espanhol, significa aquela parte dos edifícios que não possui janelas e que não permite comunicação com a cidade, ou seja, apenas é utilizada para a colocação de anúncios publicitários. Pois é, isso já diz bastante do que o filme quer retratar, pois através desse primor, muito bem produzido pelos nossos hermanos (é, temos que admitir que nossos amigos argentinos são incríveis também na sétima arte), o filme nos chama atenção pela sensibilidade de olhar, linguagem e fotografia incríveis, que trazem um contexto de solidão e individualismo monótonos e seus contrastes absurdos, se caracterizando um tanto charmoso, misterioso e suave em vários aspectos.

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Primeiramente, as cenas são construídas por imagens da cidade e o olhar que os narradores-personagens têm sobre ela. Entretanto, na maior parte do tempo, o filme exerce muito mais seu poder de observação que propriamente indagação, pois nas vezes que se é dito algo, é colocado de uma forma direta e profundamente limpa, sincera. Sem imposição, eles apenas ‘’vomitam’’ suas inquietações, frustrações e tristezas de seu mundo realista demais (ou seja, um tanto quanto pessimista).

O contexto do filme é todo em torno da vida urbana, do caos, do estilo de vida que é vivido ali, das plantas que nascem em meio a rachaduras, dos prédios construídos sem alguma idealização, dos contrastes, da desvalorização de seus patrimônios naturais, do silêncio, dos barulhos, e principalmente: das turbulentas mentes de pessoas solitárias. Mais precisamente, Martin e Mariana.

Martin é um web designer, fóbico, escritor e um amante dos games. Ele acredita que todos os problemas sociais e culturais que envolvem Buenos Aires são devidos a arquitetura mal planejada e o crescimento desordenado da cidade. Essas suas convicções o fazem repensar muitas vezes antes de sair de casa ou até mesmo ter uma vida social plena. Suas limitações e ponderações fazem dele um fóbico e vítima de ataques de pânicos por longo tempo.

Já Mariana é uma arquiteta (sem experiência), vitrinista e praticante de natação. Ela é frustrada por ainda não ter construído algo útil na sua vida como arquiteta e passa boa parte de seu tempo procurando Wally, personagem de seu livro favorito, que se encontra em meio a multidões de figuras. Seu grande trauma e arrependimento sofrido foi o término de um relacionamento de 4 anos.

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Os dois possuem muitas coisas em comum. Uma delas, e a mais contínua em suas vidas, é a perseverante amiga íntima: solidão. Eles moram na mesma rua e não se conhecem. Frequentam os mesmos lugares, mas nunca nem ao menos se viram. Vivem em um isolamento eterno entre as paredes de seus apartamentos. Mariana sempre em busca de seu personagem Wally e Martin em seu mundo cibernético e neurótico.

E apesar de estarem sendo consumidos pelos problemas urbanos e pelas crises sociais, ainda procuram conhecer novas pessoas. Desde uma passeadora de cachorros até um amigo da turma de natação. No fundo eles sabem que falta alguém em suas vidas. Talvez esse complemento que Mariana tenta achar em seus livros e que Martin procura no tempo em que acessa a internet. A verdade é que os dois se completam com suas neuroses e medos, só não sabem ainda.

Talvez a maior e mais interessante mensagem do filme seja essa, da busca incessante por uma discreta felicidade incidindo em meio ao caos da ‘’urbanização humana’’. O estilo de vida maluco, estranho e insensível que faz com que pessoas tão parecidas se distanciem mesmo estando tão perto. Os muros que a vida ‘’online’’ nos proporciona, o transito que nos impede de enxergar a cidade e os fios que escondem paisagens.

A vida de Mariana e Martin, e todo o enredo do filme nos levam a reflexões sobre nossos cotidianos, sobre nunca pensarmos nele e do porque de estarmos nele. A bagunça que está nas nossas cabeças se confundindo com a bagunça que está fora. Um mundo frio e calado se permutando em um mundo barulhento e velozmente dramático. A percepção que ambos possuem do lugar onde vivem, do que são e do que os fazem ser assim.

A vida cinzenta de Buenos Aires que nos é apresentada de forma simples, porém clara e limpa. As visões de mundos próprios e singelos que se buscam, mas não se acham. E ao mesmo tempo a pouca e defeituosa visão de duas pessoas destinadas a se conhecerem e se amarem, mas que devido ao pessimismo inflamado de seus egos, se fizeram míopes ao amor tão próximo e genuíno.

Considero esse, um filme inspirador e único em todos os sentidos. Medianeras nos mostra ser uma verdadeira obra de arte, de incrível bom gosto e que nos (e)leva a (en)cantos que nunca fomos antes. Quem se considera curioso e um admirador de bons filmes precisa tirar uma hora do dia para ver esse amor de arte argentina. Garanto a vocês alguns minutos a mais de apreciação extrema pelo cinema mais ‘’hermano’’ e ‘’humano’’ que existe.

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‘’Estou convencido de que a separação, a violência familiar, canais a cabo em excesso, isolamento, falta de desejo, apatia, depressão, suicídio, neurose, ataques de pânico, obesidade, contraturas, a insegurança, a hipocondria, o estresse e sedentarismo são da responsabilidade dos arquitetos e empresas de construção… Desses males, exceto o suicídio, todos sofrem.” Martin

 

 

Damilly Mourão

Olá, meu nome é Dami(lly), tenho 22 anos e estudo psicologia. Tenho como inspiração o contato com a natureza, com os animais e as pessoas que me cercam. Fotografia é minha maior paixão e busco através do cinema, da música e da literatura minha fonte de arte e criação.