SARA (1)
Música Amor

PLAYLIST ON #03 AMAR

Amar é mergulhar. Pular de cabeça, de olhos fechados, com a intenção de se chegar ao mais profundo que se possa alcançar. É desligar-se todos os sentidos, carregar todos os sentimentos. É se molhar da ponta dos pés até o último fio de cabelo e sentir a água dominar seu corpo. Sentir o frio, o conforto, a revolta e a calma dos ventos após uma  tempestade. É estar por inteiro e não se sentir inteiro sozinho. Ou permanecer na superfície e se achar completo na profundidade. É essa coisa de estar no fundo e de repente ser puxado para o alto e então poder respirar, mesmo com os olhos cansados do sal. É não pensar nas leis da física ou química. É sentir o coração bater mais rápido. Mas é, principalmente, saber que amar é se entregar, sem esperar. E que até o mar sozinho não é amar…

Seja lá qual seja seu amor, que seja como um encontro com o mar e ao som de uma canção de amor.

Espero ter ajudado, aqui é tudo com/por <3

Damilly Mourão

Olá, meu nome é Dami(lly), tenho 22 anos e estudo psicologia. Tenho como inspiração o contato com a natureza, com os animais e as pessoas que me cercam. Fotografia é minha maior paixão e busco através do cinema, da música e da literatura minha fonte de arte e criação.

Linda do Rosário - Adriana Varejão
Arte Música Amor

O amor, a tragédia e a arte!

Em 2015, a exposição “Pele do Tempo” desembarcou no Espaço Cultural Airton de Queiroz, da Universidade de Fortaleza, onde curso Comunicação Social – Jornalismo. Já conhecia o trabalho da artista plástica contemporânea por trás do projeto, a carioca Adriana Varejão. Como a maioria de nós que se permite expor, as obras são cruas, e pode assustar aos menos avisados e preparados. Com vísceras à mostra, peles rasgadas, interiores sangrando, esquartejamento e canibalismo, um verdadeiro abalo atômico. Eu olhava abismada tentando analisar “criticamente” e tentando desvendar o que havia escondido na história daquelas paredes abertas cheias de bile feitos de tinta. Uma das obras expostas chamava “Linda do Rosário”, inspirada em um Hotel, que leva o mesmo nome, localizado na Rua do Rosário, no Rio de Janeiro.

 Eram 15h15 do dia 25, de setembro de 2002, quando o prédio de cinco andares desmoronou deixando três feridos e dois mortos.  Descobriu-se depois que os corpos, na verdade, eram de um casal que havia algum tempo mantinham um relacionamento escondido, e se negaram a sair do local por medo de serem descobertos. Os corpos só foram achados dois dias depois, em meio aos escombros. Conta-se que eles foram separados durante a juventude. Ele, professor, tinha 71 anos. Ela, bancária, tinha 47. Mais uma história de amor impossível. Daqueles que a gente vê quando tá na bad e corre na Netflix procurando qualquer filmezinho romântico que nos faça chorar muito. Não nos damos conta, mas essas histórias são reais, fora do nosso mundo de amor perfeito, casais realmente passam uma barra pra ficarem juntos. O amor tem curvas que a gente desconhece, às vezes a gente sofre, às vezes a gente é feliz, às vezes a gente nem ama, só fica ali, né? E às vezes a gente encontra alguém e esse alguém não pode ser nosso por qualquer motivo cruel e impossível. E às vezes tem o platônico, esse a maioria de nós conhece bem.

Também inspirado pelo caso ocorrido na Rua do Rosário, o compositor e cantor, Marcelo Camelo, compôs a música “Conversa de Botas Batidas”, presente  no CD “Ventura”, de 2003. A música é uma simulação da última conversa do casal que vivia um romance secreto. Depois de saber da história por trás da música, passei a ouvi-la de forma totalmente diferente, ela me tocou de novo. Imaginei o casal, a real última conversa, o tamanho do amor que aceitou deixar de existir para poder continuar em outro lugar, talvez. Depois de entender o contexto da música, ela muda e nos muda.  Correr pra se encontrar, talvez. Se amaram até o fim, talvez. Ficar a sós no céu. Pra sempre.

Cintia Martins

Aprendiz de Jornalista com os dois pés na Antropologia. Apaixonada por cada pedacinho de cultura e de riqueza desse nosso país tão lindo. Pensei em fazer Química, mas percebi que o meu lugar é observando as pessoas, e eu observo, herança desse meu signo de terra. Sou terra a terra, pé no chão. Escrever me faz voar, então, escrevo!

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Textos Amor

Oh darling… don’t you ever grow up!

Lembro-me da minha infância tão bem vivida e querida quanto um amigo distante na qual você sente muitas saudades de todos os momentos vividos com ele. Amigo esse que é uma das melhores coisas que já aconteceram na sua vida, mas que já é distante e não é mais o mesmo. Já possui responsabilidades, outros amigos e uma vida que não o permite encontros. Mais especificamente, eu que vos falo e Ingrid (dona e proprietária desse blog). Nós duas, quase da mesma idade, vivemos uma infância de muito amor e convivência. Passávamos horas e horas brincando na rua, elaborando coreografias de danças, reunindo nosso grupo das ‘’meninas super poderosas’’ (feministas desde essa época) e descobrindo o mundo juntas. Era como se só existissem nós, nosso grupo de meninas e o nosso mundo. E ele era o suficiente.

E assim como a maioria das crianças, brigávamos por brincadeiras mal elaboradas, nos perdoávamos por cartinhas e voltávamos a nos falar como se nada tivesse acontecido. E estávamos certas. Compartilhamos os nossos primeiros fracassos, nossa primeira festa de aniversário, nossas primeiras vitórias, nossas primeiras notas vermelhas no colégio e nossos primeiros amores e desamores. Sinto como se não seríamos iguais sem a outra. Aprendemos tanto juntas sobre a vida e nós mesmas que ‘’não seríamos nós sem nós’’.

Nunca esqueço de que quem me apresentou Michael Jackson, nosso grande amor, foi ela. Além de Dirty Dancing, desenhos da Disney e mais uma infinidade de coisas que me fizeram ser o que sou hoje. Fez-me ser mais autêntica, desinibida e amiga. Aprendi com seu amor sem fim pela a vida que não vale a pena o rancor. Que nenhuma pessoa conhece outra a toa e que estamos sempre destinados a conhecer-nos mesmos nos outros e a reconhecer o valor de cada um deles na nossa vida. Imagina o que seria de mim sem ela e ela sem mim? Sim, não é possível! É por isso que hoje estamos aqui, juntas novamente e crescendo constantemente.

É fato que não somos mais as mesmas. Não sou mais a menina de vestido rosa que tinha vergonha de falar em público e nem ela a loirinha de sandália melissa que não tinha vergonha de falar sobre seus sentimentos. Nós mudamos, mas nada mudou entre a gente.  Nos tornamos pessoas tão diferentes, mas tão similares. Hoje possuímos o mesmo amor por fotografia, gatinhos, textos, séries, cinema, músicas e somos diretamente conectadas por nossas intuições e sentimentos como poucas pessoas. E sabemos agora, mais do que nunca, ela estando em São Paulo e eu em Fortaleza, que a saudade será a mesma de sempre. A saudade de uma convivência de infância que, independente da distância geográfica, estará presente uma vida inteira.

Hoje, nós já adultas, crescidas, com alguns poucos e bons amigos, ela com seu parceiro e eu não, cada uma com suas ideologias, mágoas, contas para pagar… Nos seus cantos e projetos futuros, nos vemos tão pequenas e vulneráveis tantas vezes como um bebê frágil e delicado. E tão inconstantes e imaturas como um adulto que tem a sua vida dedicada apenas ao trabalho. É, já não é mais Dezembro de 2002. Já não assistimos aos mesmos filmes de sessão da tarde, nem mesmo ouvimos Avril Lavigne nas alturas, juntas. Não compramos mais adesivos, revistas ou CDs para ouvir. Não andamos mais de patins e bicicleta de rodinhas na praça. Não sofremos juntas pelos garotinhos do colégio e nem lembramos mais deles (risos).  Mas que bom que hoje nós temos uma a outra, vivendo o mesmo sonho juntas, compartilhando nesse mundo cibernético nossas experiências e lembramos-nos de uma infância TÃO FELIZ.

O que eu levarei sempre disso tudo é que amizade de infância pode ultrapassar qualquer tipo de barreira existente. A barreira da mudança, da distância de idéias e cidades ou até da falta de tempo. É só saber que a vida é uma só e que os amigos nunca serão os mesmos, nem mesmo você. E por mais que vocês mudem, você sempre levará algo dessa amizade. O bom é amar quem te faz bem e valorizar quem nunca desistiu de sua companhia. Não ter medo de perder o orgulho ou de se sentir diferente por isso. Amar nunca será vergonhoso. E abdicar da vergonha por uma amizade de longa data é muito pouco perto dos bons momentos que se vivem juntos. Amizade é algo único e quando nasce na infância é mais especial ainda. Só vocês viveram esses momentos juntos e só dependerá de cada um para que isso continue o resto de suas vidas.

Entendo que quando crianças não temos nenhuma noção de que o que vivemos naquele exato presente será a melhor época da nossa vida. Que os nossos amigos são muito importantes, que cada momento ficará na memória anos mais tarde e será lembrado com saudade. Mas se temos o HOJE para fazer desse tempo uma boa recordação mais tarde, que aproveitemos cada segundo dele com as pessoas que mais amamos. Os sonhos podem mudar, as escolhas também… Mas o amor e as recordações da infância sempre ficam! Nesse dia das crianças desejo a todos que ainda possuem esse amor puro por um amigo de longa data, assim a Ingrid e eu, que aproveitem o dia de hoje para matar o orgulho e a saudade por alguém especial. Transformando toda mágoa ou desinteresse em sentimentos bons. Que assim seja!

 

 

Dedico essa música a todos que também possuem um grande amigo de infância.

Feliz dia das crianças! :)

Damilly Mourão

Olá, meu nome é Dami(lly), tenho 22 anos e estudo psicologia. Tenho como inspiração o contato com a natureza, com os animais e as pessoas que me cercam. Fotografia é minha maior paixão e busco através do cinema, da música e da literatura minha fonte de arte e criação.

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Arte Fotografia Amor

As fotos sensíveis de Olivia Bee

Olivia, 22 anos. Fotografa, nascida em Portlant, Oregon. Veio ao mundo para fazer história em forma de fotografia. Faz pouco mais de um ano que pude me esbarrar em suas fotos e me apaixonar por inteiro por cada uma delas. Como se cada uma tivesse algo à dizer, tivessem vida própria. Ela encontrou seu amor pela fotografia aos 11 anos. Trabalhou com marcas renomadas, como: Adidas, Converse, MTV, Vans, Warner UK, YouTube Music, entre outras.

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8001197651_d82168fbdd_o-1500x1240Photoshoot: Hermès 

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P_RED-Valentino_FW16_Digital-4-3-230x1724-1500x1125Photoshoot: REDValentino

Quem reconhece essa maravilhosa aí de cima? Sim, é a Birdy. Teve post sobre ela e suas musicas no blog. Cantora do momento: Birdy. Além desse ensaio maravilhoso, Olivia também fotografou o ultimo album da cantora, Beautiful Lies.

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Seu trabalho autoral ganha meu coração. KIDS IN LOVE e NEW YORK são os meus preferidos. Queria poder guardar todas as fotos em um potinho e carregar comigo para onde eu for. Tanta beleza e delicadeza. Tanto sentimento transbordando em cada registro.

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Espero que tenham viajado e limpado a vista comigo, depois dessa chuva de fotografia.

{infos} Olivia’s website .:. Instagram .:. Flickr .:. Blog

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.