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Fotografia

Registros delicados de Mariana Caldas

Uma das coisas que mais me inspira e me tira o fôlego é a fotografia. Então é de se esperar que eu ame fotografar, né? E é muito bom reconhecer o trabalho de mulheres incríveis, inclusive nessa área.

Começamos empoderando o trabalho das minas brasileiras. Mariana Caldas, jornalista e fotógrafa. Carioca, já trabalhou na trip e suas fotos já foram publicadas em diversas revistas online. Costuma usar uma analógica Olympicus OM-2 nos seus ensaios, o que deixa suas fotografias ainda mais fantásticas. E além de seu vasto portfólio como retratista, ela também fotografa casamentos e tem uma página que provavelmente você conhece. A Poeme-se. Com fotografias suas e frases inseridas.

Sem dúvidas, uma das fotógrafas que eu mais admiro. Principalmente por ter um olhar tão único e que transmite toda a essência que ela quer passar. Eu, que sou apaixonada por fotos granuladas, as suas tem esse toque que as deixam ainda mais intimistas.

E aí, o que acharam? Quais são seus fotógrafos preferidos? Vamos compartilhar fotinhas inspiradoras? Bom comecinho de semana pra nós <3

{infos} Mariana Caldas: Insta – Portfólio

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

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Textos

Tá tudo bem

A vida inteira, nos dizem o que devemos fazer, como devemos pensar e agir. Desde pequenos, até mais velhos. Um ciclo sem fim. Sempre terão o que opinar. Aos dezessete, você já terá que saber o que irá querer ser pelo resto da vida. Aos vinte, vão te pressionar para estar num relacionamento. Aos vinte e cinco, quantos filhos terá? “Já pode estar tarde”, “ficará tarde”. Nunca estarão satisfeitos. Estar aqui, esteja onde você estiver, nunca é tarde para ser quem você é. Aos 45, pode ser a maior descoberta da sua vida. Talvez nós só queremos viver aos poucos, todos os dias, sentindo o vento bater na nuca, conhecendo novos lugares, pessoas e momentos. Mal sabem o quão errado é, querer tomar decisão pelos outros. E ei, tá tudo bem ir devagar. Não saber o caminho de volta, errar, tropeçar e principalmente, mudar de ideia.

Nós mudamos todos os dias. A forma de ver o mundo, como nos vemos por dentro. O que falta nas pessoas, é se permitir mais. Deixar que as coisas aconteçam, sem ter que programar a nossa vida inteira quando a gente nem sabe ainda o que quer dela. O que espera dela, o que esperar de nós mesmos tão antes de ter consciência e sem nunca ter vivido, afinal. O que você já viveu? E os arranhões? E as conquistas? O que você tem pra contar, além de entrarmos no papo de quantas faculdades e estágios você já fez? Quantas vezes você já jogou os problemas pro alto e andou sem rumo pela cidade? Quantas vezes você saiu da cidade sem rumo? Quantas vezes você se molhou na chuva e não se preocupou em abrir o guarda-chuva? Quantas vezes você fez amizade com alguém que nunca mais verá na vida, mas que nunca esquecerá as conversas reflexivas? Quantas vezes você fez o que realmente te deu vontade?

Sempre haverá alguém pra dizer o que é certo ou errado, se tá cedo ou tarde. Nunca serão você, nunca o verão por dentro ou saberão quem você é por inteiro. Você sabe. E a gente precisa se conhecer nos dias escuros e nos claros. Tá tudo bem não ter todas as formações do mundo. Tá tudo bem não ir pra todos os rolês dos finais de semana só porque os outros sempre estarão lá. Tá tudo bem não fazer nada e tá tudo bem fazer tudo. Ei, tá tudo bem ser o que o seu coração quer ser. Mas seja. Ninguém é você, além de você.

{infos} Ilustrações by: Elliana Esquive

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

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Indicação

Você precisa assistir: Reign

Oláris pessoinhas, como estão? Hoje venho registrar o meu amor por uma série muito especial: Reign. Com os mesmos produtores de The Vampire Diaries (minha outra serie que tenho um caso de amor e ódio, sim), mas diferente de tvd, Reign conta a história da rainha da Escócia, Mary Stuart. Baseada em fatos reais, a série é beeeem profunda e toca em assuntos importantíssimos tanto daquela época, como nos dias de hoje.

Mary, que se tornou rainha ainda criança, crescendo em um convento escondido, por sofrer ameaças da Inglaterra. Ao se tornar adolescente, vai para o castelo da França, onde encontra-se com Francis, seu noivo. O casamento dos dois foi arranjado, para que os países se ajudassem futuramente. E assim, a série começa. Com quatro temporadas cheias de cenários e figurinos absurdamente encantadores, mostra principalmente a evolução e crescimento de Mary. Claro que, a série foge um pouco de fatos e, fantasia alguns momentos e personagens. Mas continua sendo incrível e nos faz viajar por cada cômodo do castelo, cada diálogo secreto, cada descobrimento tanto histórico como visual.

E o que falar de Francis II, que ás vezes, a gente odeia e, ás vezes, a gente ama? Como todas as séries, Reign tem seus DRAMA QUEENS e lá, não seria diferente, né? Porém, acho ótimo o avanço deles como casal. É bem real. Digo, pela forma como eles vão se aproximando e se importando com o outro. O que faz ficar ainda mais difícil não se apaixonar pelos dois. Por mais que a série seja sobre ela, como mulher, é inevitável não shiparmos, né?

Talvez a história seja um pouco dura para os espectadores, já que muito do que se vê, realmente aconteceu. Então já vai preparando os lenços que será difícil não derramar umas lagriminhas. A série também aborda muito sobre companheirismo e amizade. E quando Mary vai para França, suas damas e melhores amigas acompanham-na. Estão presente em quase todos os momentos de Mary. Cada uma com sua própria personalidade, acabam dando um toque à mais e nos fazendo ver outros ângulos das pessoas que realmente viviam naquela época.

A história se passa nos anos 1500 e, fora o choque cultural que vemos, existe uma diferença gigantesca de séculos. Além de contar a história de uma mulher incrível,  a série também quis passar como nós, mulheres éramos tratadas, como os que não tinham poder ou dinheiro eram tratados. Por mais que, nos dias de hoje, ainda haja desigualdade com relação à esses assuntos. Mas como eu disse, vemos  evolução. O que mais me fez apaixonar, foi a Mary. Suas dificuldades, seus medos, suas vitórias. E ter feito e enfrentado tudo só, no meio de milhares de pessoas esperando seu próximo passo, esperando sua próxima queda. Saber que muito, muito disso tudo foi real, me faz querer voltar no tempo e ter conhecido-a, por mais que isso seja completamente impossível haha.

Por ultimo e não menos importante, temos sua relação com Katherine. Rainha e esposa de Henry, rei da França e pai de Francis. Confesso que é uma das relações que mais me prendem. Tem épocas que a gente ama e odeia também, é intensa e conta a história de duas mulheres poderosíssimas, influentes, completamente diferentes uma da outra, mas com vidas similares. Acho que ambas ensinam muito uma para a outra. E isso é muito incrível. E ah, na história real, elas também tinham seus dias difíceis e os amáveis.

Infelizmente a série acabou esse ano, na quarta temporada e isso partiu muito o meu coraçãozinho, mas guardarei sempre a história e o que a série me ensinou. Espero muuito que vocês tenham gostado. E caso forem assistir, me contem e vamos trocar figurinhas? Observação importante: tem na Netflix! Se você também se apaixonou pela Mary e quer saber mais sobre a atriz incrível, Adelaide Kane, fiz um post no blog contando mais sobre sua tragetória: GIRL CRUSH #02 ADELAIDE KANE.

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.

SP (9 de 9) (collage)
Fotografia

Sereia em sp #02

Minha história e relacionamento com SP segue firme. E forte. Talvez, mais do que nunca. Alguns dias atrás, retornei à minha terrinha (Ceará) para matar a saudade de todos, reviver momentos, relembrar passados. Para minha surpresa, descobri que não me encaixo mais. Todos esses quatro anos que me moldo em SP, sempre deixo claro e insisto para mim mesma que meu lar afetivo foi e sempre será lá. Foi lá que cresci, lá que vivi, sempre foi lá. Nunca pude estar 100% interiormente aqui. Nunca totalmente aqui. Mas quando estive lá, me vi aqui. Foi aqui que me tornei quem sou hoje, aqui que me vi por inteira, cara à cara, de alma crua. Aqui que me fiz e desfiz. Aqui virou meu lar, além de físico, afetivo. Ninho. Meu mar sempre foi lá, mas acabei trazendo-o junto com minha calda. Precisei ir para me ver inteira na volta. Voltei e cá estou, nunca tão real como hoje. Me mudei, mas não foram só os móveis, as roupas, as tralhas. Me mudei e mudei.

Sempre acabo falando demais, né? E preciso dizer: Que saudade de estar aqui! Que saudade de colocar coisas pra fora, sejam meus devaneios ou para compartilhar conhecimentos enfeitados. Como estão? Três meses se passaram, muita coisa aconteceu, mas ei, continuo aqui. Seja onde for, em Fortaleza, SP ou no Japão. Meu divã virtual e minha bagagem cultural jáz aqui. E meu cantim também é de vocês.

Essa semana fui fotografar o alto de SP com um amigo (dan, te amo! obrigada pelo dia maravilhoso). Depois de quase cinco anos aqui, nunca tinha ido para esses pontos clichês, onde se vê a selva de cima. Também arrisquei fazendo umas pequenas colagens nas fotos. Que por acaso, representam muito pra mim, no momento.

SP (1 de 9) (collage) SP (2 de 9)

SP (3 de 9)

SP (4 de 9) (collage)

SP (8 de 9)

SP (7 de 9)

SP (6 de 9)

SP (5 de 9)

SP (9 de 9) (collage)

{infos} local das fotos – Edifício Copan

+ fotos de minha autoria + instagram de fotografia

Ingrid Brandão

Sereia. Cigana. 24, do Ceará, de SP e do mundo. Bagageira de emoções. Um desastre. Amante de musica boa, filme chororô e lugares desconhecidos. Amante do amor. Todo tipo de amor. Vamos nos amar.